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Grandes ou Pequeninos? Grandes Pequeninos

Grandes ou Pequeninos? Grandes Pequeninos

Grandes ou Pequeninos? Grandes Pequeninos
(Jair Oliveira)

O que é crescer? Seria somente o avanço vertical para cima do indivíduo ao longo do tempo? Seria o percorrer do topo da cabeça no caminho determinado pelas marcas métricas graduais da simpática e ilustrada girafinha pendurada na porta do banheiro? Ou seria a medida do acúmulo de conhecimento, sabedoria e experiência ao decorrer dos anos? Seria então sinônimo de amadurecimento? Pode ser que seja tudo isso ao mesmo tempo… Pois para cada pessoa, crescer pode signifcar muitas coisas e “ser grande” depende de inúmeros fatores e conceitos. “Grande” pode facilmente ser sinônimo de alto, comprido, forte, habilidoso, intenso, impressionante, especial, único! Mas também pode ser muito mais que isso…
Com o tempo, a gente percebe que se estica no comprimento, na largura, na profundidade, no conhecimento, na responsabilidade, no juízo (nem sempre…), mas só consegue se entender “grande” de verdade quando um “pequenino detalhe” entra na equação. Pois a real grandeza da existência, conhecemos somente a partir da paternidade/maternidade. Aí o “grande” toma uma dimensão infinitamente maior que o “grande” menor de anteriormente. E você, que se considerava “crescido”, “único”, “importante”, vê que este seu “grande” nem se compara à enormidade existencial que seu “Grande Pequenino” tem para te apresentar. Isso sim é grandioso! Tamanho família! Das grandezas mundanas, é disparadamente a maior de todas.
Digo isso com conhecimento de causa, pois, até agora, tive o prazer de experimentar tal grandeza ímpar um par de vezes. Meus 1,85m de altura, meus conhecimentos, meus feitos profissionais, todos tornaram-se minúsculos próximos à enormidade de minhas duas donzelas, Isabela e Laura. Estas “pequeninas” chegaram em meu mundo e ao de minha esposa para nos mostrar a verdadeira estatura da vida na Terra! Grandes novidades, aventuras, gargalhadas e gostosuras!
A chegada das duas pequenas nos apresentou aos superlativos. Amor, orgulho, preocupação, carinho, medo, respeito, dúvida, alegria, são alguns dos sentimentos que passaram de “corriqueiramente normais” para “tão grandes que não cabem mais no peito”. Até o tempo – que apesar de parecer correr mais rapidamente – fica enorme, pois nós, os pais, perpetuamos nossas particularidades físicas e comportamentais quando “entregamos” parte do DNA que nossas filhas carregam. E a vida assim se agiganta. Pelos olhinhos de nossas princesas enxergamos um mundo novo, esplêndido, maior. Aprendemos a cada instante com seus aprendizados sobre todas as coisas e, acima de tudo, aprendemos a aprender melhor. Quando o indivíduo “cresce”, vai achando que já sabe bem sobre o mundo ao redor e acaba adotando verdades absolutas e respostas automáticas para o que acha que já sabe. Aí a criança chega para te sentar novamente na cadeira do aluno e te mostrar que não é só ela que aprende contigo; você tem muito o que aprender com ela também. A cada palavra que nossas filhas descobriam, por exemplo, enxergávamos a grandiosidade do real significado de coisas simples de nosso cotidiano. “Bola” deixou de ser o símbolo de um mero brinquedo de forma circular para ganhar o significado lúdico, mágico e grandioso de “BOLA”! Elas, assim, nos devolveram a espetacular clareza de observar o mundo com magia e poesia. Poesia esta que faz o carrancudo sorrir, o intransigente transigir, o insensível chorar e o apático vibrar.
Tudo isso que escrevo até aqui pode parecer exagero. Mas é bom mesmo que pareça, pois o exagero é um ótimo argumento para o que estou tentando dizer sobre esta grandiosidade. Amamos nossas filhas com exagero e achamos pouco, pois elas deixaram nossas vidas, assim, enormes! Elas ainda podem ser pequeninas em suas marcas lá na régua da girafinha do banheiro, mas já são gigantes no que representam para a nossa família. E nós, adultos que nos imaginávamos grandes e imponentes, entendemos perfeitamente a grandeza de nos deixar tranformar em pequenos outra vez. Então muita atenção, meninas e meninos! Todos somos Grandes Pequeninos!

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1 Comment

  1. MARIA ISABEL

    Que a partida do Paizinho de vocês os fortaleça ainda mais como família.

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